| Nova greve da manutenção dos TACV para os dias 18 e 19 |
| 08-Out-2007 | |
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Os trabalhadores de manutenção da transportadora aérea cabo-verdiana, TACV, estarão em greve nos dias 18 e 19, anunciou hoje fonte da empresa. A fonte adiantou que o pré-aviso de greve vai ser entregue ainda hoje à direcção-geral da transportadora aérea.
A decisão de marcar uma nova greve foi tomada numa assembleia realizada na semana passada, para discutir as formas de luta a adoptar face à não satisfação das reivindicações laborais, mas só hoje foram marcadas as datas da paralisação. Em causa está a aprovação de um documento que comporta o novo sistema de evolução e progressão na carreira de todo o pessoal afecto à direcção de manutenção. O presidente Associação dos Técnicos de Manutenção das Aeronaves dos TACV, Pablo Alves, explicou na semana passada que, após a primeira greve (21 e 22 de Setembro) só foi realizado um encontro com a direcção da empresa, que manteve as propostas iniciais, sem qualquer cedência. "Houve um encontro há duas semanas com director-geral que apenas reafirmou o quadro que já tinha antecipado e disse que não vai arredar pé do que já tinha dito", explicou. Os representantes dos trabalhadores negaram também que a greve do mês passado e a próxima seja apenas para reivindicar um aumento de 21 por cento, como foi noticiado na imprensa cabo-verdiana. De acordo com fonte ligada aos trabalhadores, estes e o sindicato que os representa, o SITHUR, estão a preparar um documento para explicar aos cabo-verdianos os reais motivos da greve. Os trabalhadores da direcção de manutenção dos TACV realizaram a primeira greve de 48 horas nos dias 21 e 22 de Setembro, apesar de o governo ter decretado uma requisição civil, que só foi parcialmente acatada. Pelas contas dos TACV, a paralisação provocou atrasos de várias horas em diversos voos nacionais e internacionais e prejuízos estimados em cerca de 40 mil contos (362 mil euros), afectando cerca de 2.500 passageiros. Com nova greve programada, o presidente da Associação dos técnicos de manutenção das Aeronaves da TACV alerta que não é intenção dos trabalhadores de manutenção paralisar a economia do país mas apenas reivindicar os seus direitos. "Somos obrigados a optar por essa forma de luta, mas não é nossa intenção paralisar o país, nem criar mais problemas para a TACV. Mas os trabalhadores da manutenção são preteridos entre os quadros da TACV e estão a reclamar o que merecem dentro da empresa", afirmou. Os trabalhadores reafirmam ainda a disposição para dialogar com a transportadora aérea e chegar ao um consenso sobre o caderno reivindicativo. Os TACV e o pessoal de Manutenção estão há vários meses a negociar o processo de reformulação do sistema de carreira mas ainda não chegaram a consenso. Nesse âmbito os trabalhadores exigem um aumento salarial de 21 por cento ao longo de um ano e a empresa contrapõe aumentos de quatro por cento durante quatro anos. A realizar-se, a próxima greve decorre a uma quinta-feira e a uma sexta e afectará não só as ligações aéreas entre as ilhas mas também as ligações internacionais, nomeadamente com Portugal, como aconteceu na greve do mês passado. Nessa altura, o voo Praia-Lisboa saiu da capital cabo-verdiana com sete horas de atraso. Segundo a lei, nenhum avião poderá levantar voo dos aeroportos nacionais sem o aval do pessoal de manutenção. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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