| Mau ano agrícola e preços de combustíveis levam ao aumento da taxa de inflação |
| 06-Nov-2007 | |
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A taxa de inflação para 2007 em Cabo Verde deverá situar-se próximo dos 05 por cento, contrariando, assim, as previsões iniciais do Banco de Cabo Verde (BCV), que apontava para uma taxa entre 2,5 a 3,5 por cento.
Segundo dados do Relatório de Setembro do BCV entregue hoje ao Governo, esta revisão reflecte tanto o efeito do mau ano agrícola sobre os bens alimentares, como o impacto sobre os bens energéticos resultante da última actualização dos preços dos combustíveis. O documento prevê para o ano em curso um PIB de 6,4 por cento, sendo que a nível das reservas externas o país registou o equivalente a 3,5 meses de importações. De acordo com o relatório, Cabo Verde deve crescer este ano em torno de 6,4 por cento e deverá atingir até o final deste ano uma dívida externa, no valor de 720 milhões de dólares. O Banco Central, no entanto, estima nestes primeiros nove meses de 2007, uma evolução positiva das contas externas do país, com as reservas a atingirem o correspondente a 3,5 meses de importações. O crescimento das exportações líquidas de serviços, em particular, e o fluxo de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), com destaque para o subsector do turismo e da imobiliária, contribuíram para essa evolução positiva das contas externas do país. Dados apurados pelo BCV indicam que relativamente a dívida externa, Cabo Verde deverá atingir os 720 milhões de dólares até ao final deste ano, sendo que 84 por cento desse valor pertence ao Estado e o restante ao sector privado. Quanto à inflação, estima uma melhoria da taxa de variação média anual do Índice de Preços no Consumidor (IPC), devendo esse indicador situar-se entre os 2 por cento e os 4 por cento, o que representa uma redução face às estimativas para 2007. Para 2008, o BCV continua a prever para Cabo Verde um PIB entre os 6,5 por cento e os 7,5 por cento. A nível das reservas internacionais, o BCV, espera um histórico de, pelo menos, 3,8 meses de importações, atingidos os 3,5 meses nos primeiros nove meses de 2007. A programação monetária para o próximo ano segue em linha com o cenário apresentado para a evolução da actividade económica, utilizando o BCV, na execução da política monetária, os principais instrumentos ao seu dispor. A evolução positiva das disponibilidades líquidas sobre o exterior e do crédito à economia continuará a sustentar o crescimento da massa monetária a uma taxa que deverá rondar os 16 por cento, relativamente a Dezembro de 2007. A previsão de acumulação de Reservas Internacionais líquidas, no montante total de 64,5 milhões de Euros, meta quantitativa fixada no quadro do PSI, justifica o crescimento esperado dos Activos Externos Líquidos na ordem dos 37,7 por cento, devendo garantir cerca de 3,8 meses de importações para 2009. Indica-se ainda, que a efectivar-se a redução prevista do coeficiente de reservas mínimas de caixa, o reforço do excedente de liquidez resultante deverá permitir um crescimento do crédito interno em aproximadamente 7,7 por cento. Um crescimento impulsionado também pela evolução positiva do crédito à economia (15 por cento), admitindo-se que as necessidades de financiamento reduzidas do sector público administrativo se traduzirão numa diminuição do recurso ao crédito junto ao sistema bancário, refere o relatório do BCV. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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