| III EITU: Ministro desaconselha «politiquices» que prejudiquem produto turístico |
| 06-Out-2007 | |
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O ministro da Economia, Crescimento e Competitividade, José Brito, fez o encerramento do III Encontro Internacional de Turismo, na tardede sexta-feira, recomendando que o país não deve deixar-se influenciar por «politiquices» que possam prejudicar o produto turístico cabo-verdiano.
Deste evento promovido pela UNOTUR, e que decorreu durante três dias na ilha do Sal, saíram várias conclusões e recomendações que, segundo os entendidos na matéria, irão permitir, no futuro, um desenvolvimento harmonioso e de qualidade, da indústria do turismo em Cabo Verde. A necessidade de criar uma política de regulação e licenciamento das actividades turísticas, que seja célere e garanta qualidade, de tirar partido das especificidades de cada ilha, na diversificação da oferta turística, bem como da revisão dos custos dos serviços notariais e de registos, que são excessivos, e a demasiada morosidade, são algumas recomendações, de entre muitas outras, saídas do fórum. Para o ministro da Economia, Crescimento e Competitividade, uma das maiores recomendações é a necessidade da continuação do diálogo para a construção do consenso, assim como a necessidade das instituições, públicas ou privadas, assumirem o seu papel neste processo, sendo certo que «as coisas acontecem paulatinamente e a seu tempo». A realidade, diz ele, é que temos muitos investidores e investimentos no país. O número de turistas aumentou, ou seja, no ano 2000 tínhamos cerca de 80 mil turistas por ano e actualmente já estamos em 300 mil, o que quer dizer que «isso funciona». De todo o modo, é fundamental construir esse consenso à volta do turismo, porque, segundo aquele governante, «estamos a competir com o mundo, há muita concorrência nesta área e não podemos fazer politiquice ou surgir com pequenas questões que possam prejudicar o produto turístico de Cabo Verde». Além disso, outra condição sine qua non para o desenvolvimento do turismo e sua sustentabilidade, é todos os cabo-verdianos assumirem que esta indústria é a construção do nosso próprio futuro, «e não pode ser uma moda que passa», disse Brito. Ciente dos desafios a enfrentar, o governante disse que há ainda muito trabalho pela frente e «não podemos esperar para fazer as coisas». «Temos de enfrentar e responder aos desafios já identificados», precisou. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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