| Governo adia privatização da transportadora aérea nacional |
| 21-Jul-2007 | |
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O governo de Cabo Verde vai manter o controlo da transportadora aérea além do fim do ano, altura em que estava prevista a privatização, «para capitalizar e consolidar a reestruturação», foi decidido em Conselho de Ministros.
Os transportes aéreos de Cabo Verde (TACV) estão a ser geridos desde Janeiro por uma empresa privada, a Sterling Merchant, com o objectivo de preparar a companhia para a privatização, que deveria acontecer ainda este ano ou no princípio de 2008. No entanto, segundo Cristina Fontes Lima, porta-voz do Conselho de Ministros, o governo vai manter-se no controlo da empresa, aumentando o capital social e permitindo a entrada de privados, ainda que mantendo o Estado a maioria. «Num primeiro momento haverá um aumento do capital social e posteriormente se pensará em fazer uma oferta pública de venda», disse a ministra. Cristina Fontes Lima explicou que esta solução «permite mais tempo para consolidar a reestruturação» e que «a capitalização vai dar mais liquidez à empresa para investimento», mas negou ao mesmo tempo que a Sterling Merchant não tenha, no prazo estipulado (um ano) conseguido preparar os TACV para serem privatizados no final de 2007. «Tudo o que se tem pedido à empresa ela tem respondido» e «o governo não tem razões de queixa» foram frases da ministra da presidência. Desde início do ano que a empresa está a ser remodelada pela Sterling Merchant, tendo sido já despedidos mais de 100 trabalhadores e estando em preparação novos despedimentos. Também muitas das delegações da empresa foram encerradas, pelo que agora, na capital, apenas se podem comprar bilhetes no aeroporto. A partir de Janeiro, o pessoal de voo deixou de fazer horas extraordinárias, exigindo aumentos salariais, o que leva a frequentes atrasos nos voos, principalmente inter-ilhas. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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