| Venezuelanos dizem um surpreendente "não" à reforma constitucional proposta por Chávez |
| 03-Dez-2007 | |
|
Milhares de venezuelanos saíram hoje às ruas do leste de Caracas para celebrar a vitória do "não" - por pouco mais de 50 por cento - no referendo de ontem sobre a reforma constitucional proposta pelo Presidente Hugo Chávez, que já admitiu a sua derrota.
Cerca das 04h00 horas locais (8h00 horas GMT), quase três horas depois de o Conselho Nacional Eleitoral ter divulgado os resultados, formaram-se cortejos automóveis, com buzinas, foguetes e tambores, pelas avenidas de Las Mercedes e Chacao. Em Altamira (Chacao) os opositores à reforma constitucional ocuparam a Praça de França, local emblemático para a oposição, pois foi ali que em 2002 dezenas de militares se declararam em desobediência ao regime do presidente Hugo Chávez. Os manifestantes cantavam canções em apoio à RCTV, o mais antigo canal de televisão do país, forçado a deixar de transmitir em finais de Maio último porque o presidente venezuelano decidiu não renovar a licença, argumentando que era "golpista". Também canções alusivas ao futuro, com expressões como "eu fico na Venezuela porque sou optimista" e "não há mal que dure cem anos", se ouviam pelas ruas do leste da capital. Em contraste com o que acontecia naquela zona da capital e em diversos Estados venezuelanos, as ruas do centro de Caracas, onde tradicionalmente se concentram os simpatizantes do presidente venezuelano, permaneciam vazias, contando-se pelos dedos os escassos veículos que passavam. Presidente admite derrota Vestido com uma camisa encarnada, o Hugo Chávez afirmou, no seu discurso de derrota: "Agradeço a quem apoiou o caminho que traçámos em direcção ao novo socialismo, mas igualmente a quem votou contra. Mostraram ao mundo, e a si mesmos, que a Venezuela é uma democracia viva. Agora, do coração, vos peço que esqueçam os saltos para o vazio (conspirações) e se unam a nós na construção de um país melhor". O Presidente indicou ainda que lhe foi difícil reconhecer o resultado, quando ainda faltava uma percentagem de votos por contabilizar: "Pensei por um momento que, dada a escassa margem de vantagem do adversário, podia haver uma reviravolta a nosso favor. Mas logo decidi que antes de mais está a união da Venezuela e actuei segundo me ditava essa consciência". A vitória do "não" foi uma surpresa para todos, uma vez que as três sondagens feitas à boca das urnas indicavam ontem que os venezuelanos tinham decidido avançar com a reforma constitucional que, segundo o Presidente, era "uma fórmula" para "converter a Venezuela numa potência mundial e, segundo os seus opositores, era antidemocrática, outorgar-lhe-ia "poderes imperiais" e eterniza-lo-ia no poder. Público - www.publico.pt Comentários (0)
![]() A VozDiPovo-Online quer saber a sua opinião sobre esta notícia. Comente
Os comentários são escrutinados, sendo excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados. Antes de deixar o seu comentário, registe-se aqui. É rápido e gratuito. Se já está registado, clique na "Área do Membro" situada no topo desta página.
|
| Quem Somos |
| Equipa |
| Estatuto Editorial |
| Regulamento Redactorial |
| Termos de Utilização |
| Ajuda |
| Fale Connosco |
| Mapa do Site |
| Pesquisa Avançada |