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União Europeia: Assinado nos Jerónimos o Tratado de Lisboa
13-Dez-2007
O Tratado de Lisboa ficará para a história como um momento de abertura de "novos caminhos de esperança no ideal europeu", assim o considerou José Sócrates, presidente em exercício da União Europeia, na abertura da cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa.
Tendo como palco os Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, José Sócrates foi o primeiro a discursar na cerimónia de assinatura formal do novo Tratado da UE, um documento acordado pelos 27 no passado mês de Outubro, em Lisboa.
Perante os principais líderes europeus, notada apenas a ausência do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, José Sócrates realçou que a actual presidência portuguesa da UE teve como principal objectivo "fazer avançar o projecto europeu que sempre foi generoso nos propósitos e ambicioso nos objectivos", referindo ainda que este é um "projecto com provas dadas ao serviço da paz, do desenvolvimento e da afirmação dos valores que partilhamos".
No seguimento do seu discurso, José Sócrates destacou que este é um projecto de construção europeia que "muitas gerações sonharam e outros antes de nós ergueram, com sentido e visão de futuro" mas que é "esse projecto que queremos, hoje, levar mais longe, reforçar e desenvolver" sendo "isso o que esperam de nós os povos da Europa, que aqui representamos".
O primeiro-ministro português admitiu de seguida que as palavras proferidas nesta cerimónia até podem ficar esquecidas, mas de uma coisa está certo. "O que aqui estamos a fazer já está na História. A História há-de recordar este dia como um dia em que se abriram novos caminhos de esperança ao ideal europeu", referiu José Sócrates
"Nascimento de uma nova Europa"
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou no Mosteiro dos Jerónimos que a assinatura do Tratado de Lisboa representa "o nascimento de uma nova Europa" e que os 27 Estados estão agora prontos a enfrentar os desafios da globalização.
"Agora é o momento de avançar", disse Durão Barroso, que refere que os problemas institucionais foram ultrapassados. "A Europa deve enfrentar numerosos desafios, tanto internos como externos e os nossos cidadãos querem resultados. A globalização é o denominador comum a todos esses desafios".
O presidente da Comissão Europeia referiu que o Tratado agora assinado "reforça" a capacidade da União Europeia de agir permitindo ir ao encontro dos desejos dos cidadãos europeus.
"O Tratado de Lisboa também irá reforçar a democracia e o método comunitário, dando mais competências ao Parlamento Europeu", disse.
Durão Barroso não esqueceu, no seu discurso nos Jerónimos, que foram necessários seis anos de discussão para se chegar ao dia de hoje e felicitou a "contribuição excepcional" da presidência alemã da UE e a "determinação e competência" da presidência portuguesa que tornaram possível o dia de hoje.
Maravilhoso presente para a União Europeia
A terceira e última individualidade a discursar na cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa foi o presidente do Parlamento Europeu, Hans Gert-Pottering, que qualificou o dia como um "maravilhoso presente para a União Europeia".
"Hoje, ao assinarem o Tratado de Lisboa, os Chefes de Estado e de Governo estão a ajudar a União Europeia a avançar no caminho comum em direcção ao século XXI", disse o alemão
Tal como Durão Barroso, também o presidente do Parlamento Europeu elogiou a Presidência Portuguesa pela "bem sucedida" conferência intergovernamental, tal como a presidência alemã da EU e Angela Merkel por ter conseguido um acordo fundamental sobre o tratado reformador na cimeira de Junho, em Bruxelas.
"No início do ano ainda se falava de uma crise inultrapassável na União Europeia", disse Gert-Pottering. "Hoje a EU emerge dessa crise mais forte".
"Para o Parlamento Europeu e para a maioria dos Estados e cidadãos valeu a pena defender a substância do tratado constitucional", afirmou o presidente do Parlamento Europeu. "Hoje demos um decisivo e convicto passo em direcção à garantia de que os valores da liberdade, paz e prosperidade são possíveis juntos e não em oposição entre si".
Agência Lusa - www.lusa.pt
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