| Rússia/Eleições: Autoridades rejeitam acusações de ilegalidades |
| 04-Dez-2007 | |
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O presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia, Vladimir Tchurov, rejeitou hoje as acusações de ilegalidades nas eleições de domingo por parte de organizações internacionais, afirmando que foram feitas com base em opiniões parciais.
De acordo com Tchurov, a mensagem da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, na qual se afirma que as eleições na Rússia "não corresponderam aos padrões europeus", foi redigida com base nas opiniões de 23 dos 150 observadores dessas organizações. "Esse documento contém avaliações puramente políticas", frisou o presidente da Comissão Eleitoral, acrescentando que "os observadores profissionais têm uma atitude distinta da revelada na `carta dos 23`". O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia considera que as declarações feitas pelos representantes da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e da OSCE "não se fundamentam em factos". "Segundo se sabe, a conferência de imprensa foi realizada antes de os chefes das mencionadas missões terem feito consultas com todos os observadores que trabalharam nas diversas regiões da Federação da Rússia", lê-se numa nota do ministério. "Fica-se com a impressão de que se trata de juízos casuais que reflectem a atitude dos seus autores não tanto face às eleições na Rússia, mas em relação aos problemas existentes nos seus próprios países. Quanto à tese da `fusão do Estado com os partidos políticos`, cabe assinalar que precisamente em muitos países ocidentais forma o Governo o partido que vence nas eleições parlamentares", sublinha a diplomacia russa. Quando estão contados praticamente 100 por cento dos votos, Vladimir Tchurov anunciou que o Partido Rússia Unida conquistou 315 dos 450 lugares na Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo. O Partido Comunista terá 57 assentos, o Partido Liberal Democrático conseguiu 40 mandatos e o Partido Rússia Justa conquistou 38. As três primeiras forças políticas terão um número maior de mandatos d que nas eleições parlamentares de 2003, constatou Tchurov. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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