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VDP-OL em reformulação

Caro visitante,

Estamos em processo de remodelação e reformulação. Esperamos ser breves.

Atentamente,

Amílcar Tavares.

...

Presidente do Senado chefiará governo de gestão do Paquistão
15-Nov-2007
O presidente do Senado do Paquistão, Mohammedmian Soomro, vai assumir sexta-feira a chefia do governo provisório para gerir os assuntos correntes e preparar as eleições legislativas previstas para Janeiro, disse hoje fonte oficial em Islamabad. "Mohammedmian Soomro prestará juramento amanhã [sexta-feira] como primeiro-ministro de transição ", disse à AFP um conselheiro presidencial, que pediu para não ser identificado.

O canal de televisão paquistanês Geo TV também anunciou a nomeação de Mohammedmian Soomro para a chefia do governo de gestão.

Soomro, 57 anos, é um antigo banqueiro e membro do partido do presidente Pervez Musharraf, a Liga Muçulmana do Paquistão.

Antigo governador da província de Sind, foi eleito senador pela primeira vez em 2003 e assumiu a presidência do Senado um mês depois de intergrar aquele órgão.

Soomro substituirá Shaukat Aziz, que deixará a chefia do governo após três anos no cargo.

O Parlamento de Islamabad será dissolvido à meia-noite de hoje, quando termina o mandato normal de cinco anos.

O actual mandato presidencial de Musharraf também expira hoje, apesar de o general o ter prolongado, através da imposição do estado de emergência que mergulhou o país numa profunda crise política.

O general Musharraf decretou o estado de emergência a 03 de Novembro, medida que pretende manter até às eleições, previstas para ocorrerem até 09 de Janeiro de 2008, apesar dos protestos da oposição e da comunidade internacional, que receia que o sufrágio não poderá ser livre e transparente sob um tal regime de excepção.

O presidente paquistanês invocou a ameaça dos islamistas radicais, que realizaram diversos atentados nos últimos meses, e a interferência da justiça nas actividade do governo para decretar o estado de emergência.

Em declarações hoje ao canal de televisão Geo TV, no palácio presidencial, Musharraf reafirmou que as eleições serão realizadas na primeira semana de Janeiro e reiterou que o país vive uma crise legal e política, mostrando-se partidário de uma " democracia real " no país.

" Eu sou a mesma pessoa, nao mudei. As críticas não são o meu problema, a questão agora é como terá lugar a transição democrática no país ", afirmou.

O Procurador-Geral do Paquistão, o general Malik Mohammad Qayyum, afirmou hoje que Musharraf vai cumprir a promessa de abandonar a chefia do Estado-Maior das Forças Armadas até 01 de Dezembro.

Musharraf, que chegou ao poder há oito anos através de um golpe de Estado, anunciou há meses que abandonaria a chefia das Forças Armadas se fosse reeleito presidente e, depois da sua contestada reeleição, a 06 de Outubro, anunciou que o faria antes de tomar posse para o novo mandato.

A proclamação oficial da reeleição de Musharraf só pode ser feita depois de uma decisão do Supremo Tribunal sobre a validade das eleições de 06 de Outubro e sobre a sua elegibilidade.

O processo judicial foi instaurado pela oposição com o argumento de que o presidente devia ter abandonando o comando das Forças Armadas antes das eleições.

As audiências devem ser retomadas na próxima semana, depois de Musharraf ter afastado os juízes que considerou hostis, recorrendo a disposições extraordinárias ao abrigo do estado de emergência que decretou a 03 de Novembro.

Do lado da oposição, a líder do Partido do Povo do Paquistão (PPP, Bebazir Bhutto, instou Musharraf a demitir-se e convidou outros partidos políticos a juntarem-se a ela na ameaça ao boicote às eleições.

Ao telefone, falou com quarta-feira com Nawaz Sharif, cujo governo foi derrubado por um golpe de Estado de Musharraf. Com Sharif, Benazir discutiu a criação de uma coligação de oposição, segundo um porta-voz do Partido do Povo do Paquistão (PPP) de Bhutto.

Agência Lusa - www.lusa.pt
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