| Medidas punitivas de Israel contra Gaza são "inaceitáveis", diz Ban Ki-moon |
| 29-Out-2007 | |
|
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, considera "inaceitáveis" as medidas punitivas israelitas em Gaza e pediu a Israel que as reexamine, indicou a sua porta-voz.
"O secretário-geral reitera o seu apelo à cessação dos disparos cegos de `rockets` pelos militantes palestinianos contra Israel e condena firmemente estes actos", declarou a porta-voz, Michele Montas, num comunicado. "Entretanto, acredita firmemente que as medidas punitivas tomadas por Israel, que afectam o bem-estar de toda a população da Faixa de Gaza, são inaceitáveis" e "pede a Israel que as reexamine", acrescenta o comunicado. Também a comissária para as Relações Exteriores da União Europeia, Benita Ferrero-Waldner, manifestou hoje "grande preocupação" com os cortes de abastecimento de electricidade e combustível de Israel à Faixa de Gaza. "Expressei a todos os líderes israelitas, de forma aberta, a preocupação da UE com a situação humanitária em Gaza", disse a comissária, numa conferência de imprensa em Jerusalém, após finalizar, hoje à tarde, os seus contactos em Israel. Ferrero-Waldner chegou hoje à região para uma visita de dois dias, que coincide com a aplicação das primeiras sanções israelitas contra a Faixa de Gaza, incluindo os cortes de corrente eléctrica e do abastecimento de gasolina e gasóleo. O plano de sanções foi aprovado em Setembro pelo governo do primeiro-ministro Ehud Olmert e aplicado domingo pela primeira vez, como medida de pressão para que as milícias suspendam os seus ataques com "rockets" contra o sul de Israel. Em Moscovo, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Kaminin, advertiu hoje que as medidas israelitas são contrárias ao diálogo político. "Partimos do princípio de que o isolamento e as represálias que afectam as necessidades básicas de amplas camadas da população civil dificilmente podem ser métodos de luta contra os extremistas", sublinhou, numa comunicação divulgada pela Internet. Também a França lamentou hoje as sanções israelitas, considerando que contribuirão para deteriorar uma "situação humanitária já alarmante". "Lamentamos a decisão israelita de adoptar sanções afectando a população civil da Faixa de Gaza através de restrições sobre o fornecimento de electricidade e combustível", disse em Paris a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Pascale Andréani, pedindo a Israel que evite acções "susceptíveis de agravar a situação das populações civis". Em Jerusalém, dez organizações de direitos humanos israelitas e palestinianas interpuseram entretanto uma acção junto do Supremo Tribunal israelita contra os cortes de energia e combustíveis, considerando a medida um "castigo colectivo". O vice-presidente do tribunal, Eliezer Rivlin, instruiu o Estado a responder à acção interposta pelas organizações humanitárias num prazo de cinco dias. Entretanto, na Faixa de Gaza, três palestinianos e um israelita morreram hoje durante operações militares do Exército judaico no território. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
![]() A VozDiPovo-Online quer saber a sua opinião sobre esta notícia. Comente
Os comentários são escrutinados, sendo excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados. Antes de deixar o seu comentário, registe-se aqui. É rápido e gratuito. Se já está registado, clique na "Área do Membro" situada no topo desta página.
|
| Quem Somos |
| Equipa |
| Estatuto Editorial |
| Regulamento Redactorial |
| Termos de Utilização |
| Ajuda |
| Fale Connosco |
| Mapa do Site |
| Pesquisa Avançada |