| Massacre de Omaha não deve aumentar controle de armas nos EUA |
| 07-Dez-2007 | |
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De novo aconteceu um ataque em que alguém abriu fogo contra inocentes nos Estados Unidos, desta vez em um shopping de Nebraska. E de novo há uma comoção em todo o país pelo controle das armas.
Um rapaz de 19 anos matou oito pessoas em Omaha, Nebraska, para depois se suicidar. O ataque aconteceu na quarta-feira, e ele usou um fuzil AK-47 semi-automático que, segundo a polícia, pegara do padrasto. Os principais pré-candidatos à Presidência nas eleições de novembro de 2008 divulgaram declarações lamentando o episódio e manifestando apoio às vítimas. Nenhum deles pediu um controle mais rígido sobre a posse e a venda de armas, questões que por tradição ficam a cargo das autoridades estaduais e locais. O crime reviveu lembranças do massacre de abril na universidade Virginia Tech, em que um estudante matou 32 pessoas. Apesar da série de crimes parecidos nos últimos anos, não houve grande efeito entre os políticos. O direito ao porte de arma é defendido como um direito constitucional por um número enorme de colecionadores, caçadores e defensores da segurança doméstica -- com convicção comparável à da defesa da liberdade de expressão. 'Embora as pessoas a favor de um controle maior das armas nos Estados Unidos sejam uma maioria significativa, as que são contra fazem uma oposição bem mais intensa, e tendem mais a definir o voto só com base nessa questão', disse Bill Galston, do Instituto Brookings, de Washington. O deputado estadual da Pensilvânia Ron Marsico, que no mês passado ajudou a derrotar uma proposta para limitar a compra de armas de fogo a uma por pessoa por mês, disse que apoiaria leis mais rígidas para a aquisição de armas, mas afirmou que os cidadãos que obedecem às leis não devem ter seus direitos violados. 'Recebi milhares de emails com medidas de controle de armas. Mais uma vez, é o direito ao porte de armas, e muitos de nossos cidadãos não querem ver esse direito retirado', afirmou ele, que é republicano. Além disso, disse ele, nenhuma lei teria impedido a tragédia de Omaha. Paul Helmke, presidente da Campanha Brady para a Prevenção da Violência por Armas de Fogo, discorda. Segundo ele, países europeus adotaram leis eficazes de controle de armas, e os políticos norte-americanos só não tomam medidas porque têm medo do lobby das arma. Reuters Comentários (0)
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