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Líbano: Eleição do presidente prevista para hoje foi adiada, pela sétima vez, para terça-feira | Líbano: Eleição do presidente prevista para hoje foi adiada, pela sétima vez, para terça-feira |
| 07-Dez-2007 | |
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A sessão parlamentar para eleger o presidente libanês prevista para hoje foi adiada pela sétima vez, para a próxima terça-feira, anunciou o porta-voz do presidente do Parlamento, Nabih Berri.
"O chefe do Parlamento decidiu adiar a sessão consagrada à eleição do presidente de hoje para terça-feira, 11 de Dezembro", anunciou o porta-voz, que lia um comunicado lacónico do gabinete de Berri, um dos dirigentes da oposição apoiada por Damasco. O Líbano está sem presidente desde 24 de Novembro, depois do fim do mandato do pró-sírio Emile Lahud, e a tentar eleger o novo chefe de Estado desde 25 de Setembro, devido a desacordos entre a maioria anti-síria e a oposição apoiada por Damasco e Teerão. A confusão era total na sede do Parlamento, com os deputados dos dois lados a fazerem declarações contraditórias em relação à necessidade de uma votação para alterar a Constituição para permitir eleger o chefe do Exército, o general Michel Sleimane, para a chefia do Estado. Apesar do general Michel Sleimane se ter tornado num candidato presidencial aceite por todos, a oposição apoiada por Damasco e Teerão reclama um "acordo global" que inclua a partilha das pastas dos ministérios e a discussão de uma nova lei eleitoral, tendo em vista as legislativas de 2009. "A negociação deve fazer-se sobre a composição do governo, já que é o governo que organizará as próximas legislativas", indicou um responsável do movimento xiita Amal, liderado pelo presidente do Parlamento, Nabih Berri, da oposição. Há um ano, os seis ministros da oposição, incluindo cinco xiitas, "bateram a porta" ao governo de Fuad Siniora, apoiado pelo Ocidente, para reclamar uma partilha mais "equitativa" do poder. Estas demissões mergulharam o país numa crise sem precedentes desde o fim da guerra civil (1975-1990), com a oposição a deixar de reconhecer o governo que considera "ilegítimo". No entanto, a maioria recusa assumir compromissos ou dar garantias antes da eleição do presidente. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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