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Estados Unidos: Bush promete seguir com atenção futuro político de Putin
20-Dez-2007
O Presidente dos Estados Unidos prometeu hoje seguir com atenção o futuro político do homólogo russo, Vladimir Putin, que termina o último mandato em Janeiro, esperando que a Rússia continue numa via democrática.
"Existem especulações sobre a possibilidade de que (Putin) seja o próximo primeiro-ministro - nada sei, enquanto se espera, é melhor seguir de perto" o que se passa, declarou George W. Bush numa conferência de imprensa na Casa Branca.
"Será interessante no próximo ano ver como trabalha o novo Presidente (...), como é conduzida a política externa e qual é o papel do Presidente (...), não sei, aguardemos e veremos", adiantou, em resposta a uma pergunta sobre a decisão da revista Time de escolher Putin como personalidade do ano.
Bush disse ainda contar que "a Rússia é um país que compreende a necessidade do controlo e do equilíbrio (dos poderes), de eleições livres e justas e de uma imprensa livre, que (os russos) compreendem que (...) os direitos humanos e a dignidade humana são valores que conduzirão a um melhor país".
Sobre o Iraque, o Presidente norte-americano declarou não estar satisfeito com os progressos conseguidos pelo governo iraquiano no plano legislativo e que "continuará a pressionar" Bagdad para que aprove leis chave.
"Estamos satisfeitos com os progressos lá? Não", afirmou.
"Eles têm ainda muito trabalho a fazer. Nós continuaremos a pressioná-los para aprovarem essas leis", sobre a partilha dos rendimentos do petróleo ou sobre a reintegração na função pública de ex-membros do partido único Baas do regime de Saddam Hussein, acrescentou.
Em relação ao Afeganistão, Bush declarou-se preocupado por certos países aliados estarem a perder o interesse no país e pretenderem abandoná-lo antes de estar estabilizado.
"A minha maior preocupação é o facto de alguns dizerem `estamos cansados e pensamos partir`", declarou Bush, interrogado sobre o papel dos aliados da NATO e da Austrália no Afeganistão.
"O meu objectivo é ajudar (os aliados) a encontrar uma missão que eles possam cumprir facilmente e convencê-los que vai levar tempo para que esta experiência democrática no Afeganistão funcione", adiantou, homenageando britânicos, canadianos, dinamarqueses, australianos e "outros países" pela sua contribuição.
O Pentágono anunciou segunda-feira que os militares norte-americanos vão analisar os seus planos em relação ao Afeganistão, no final do ano mais sangrento no país desde 2001.
Bush rejeitou a ideia de discussões directas com o homólogo sírio, Bachar al-Assad, sublinhando ter "perdido a paciência há muito tempo em relação ao Presidente Assad".
"Perdi a paciência há muito tempo em relação ao Presidente Assad, porque ele acolhe o (movimento islamita palestiniano) Hamas, ele ajuda o (movimento xiita libanês) Hezbollah, bombistas suicidas partem do seu país para o Iraque e ele desestabiliza o Líbano", precisou.
"Se está a ouvir, ele não precisa de um telefonema, ele conhece muito bem a minha posição", disse ainda, na resposta a jornalistas sobre a sua intenção ou não de falar ao Presidente sírio para tentar resolver a crise política no Líbano.
Agência Lusa - www.lusa.pt
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