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Atirador mata oito pessoas nos Estados Unidos em busca da fama
06-Dez-2007
Um adolescente de 20 anos, que queria morrer "famoso", abriu fogo, com um rifle de assalto SKS, na quarta-feira em um centro comercial de Nebraska (centro), matando oito pessoas e se suicidando em seguida, causando pânico entre os que faziam as compras de Natal.
O atirador, Robert Hawkings deixou um bilhete explicando o massacre, segundo a polícia.
Cinco outras pessoas ficaram feridas tendo sido hospitalizados, duas em estado grave, afirmou a sargento Teresa Negron da polícia de Omaha.
Hawkins morava em casa da mãe de um amigo, Debora Maruca Kovac, que disse em entrevista à rede de televisão CNN que o rapaz deixou um bilhete "desculpando-se por tudo, porque não queria incomodar ninguém, que amava sua família e amigos mas que agora se tornaria famoso".
Kovac contou que Hawkins era uma pessoa problemática, que vivia em sua casa há cerca de um ano e meio, tendo terminado com a namorada recentemente.
"Era introvertido, parecia um cachorrinho perdido que ninguém queria, tinha muitos problemas emocionais", continuou.
O rapaz também teria sido despedido de seu trabalho numa loja da rede McDonald's. Havia sido preso antes, na sexta-feira, por posse de bebidas alcoólicas - a idade permitida para ingestão dessas substâncias, nos Estados Unidos, é de 21 anos.
O presidente George W. Bush, que na quarta-feira estava em Omaha, para um pronunciamento destinado a levantar recursos para o partido Republicano, disse, através de uma porta-voz, estar "profundamente entristecido".
Muitos policiais do grupo especial, que faziam a segurança do presidente, se dirigiram ao centro comercial.
O shopping Westroads Mall estava cheio quando o jovem começou a atirar. Em meio ao pânico, clientes e funcionários correram pelos corredores ou se esconderam em provadores de roupa e banheiros, contaram as testemunhas.
"As pessoas surtaram", afirmou à AFP um empregado de uma joalharia, que preferiu não se identificar.
"Ouvimos cerca de 35 a 40 tiros de fuzil", disse, para um canal local de TV, Jennifer Cramer, que afirmou ter visto uma pessoa ensangüentada em uma escada rolante.
"Pareciam fogos de artifício", contou outra testemunha para a KETV. "Corri para longe do barulho e me abriguei", acrescentou.
Esse fuzilamento é o mais recente drama deste tipo nos Estados Unidos, onde as armas de fogo possuem circulação livre. Segundo dados do governo, há 200 milhões de armas particulares para uma população de 300 milhões de pessoas.
No mês passado, duas pessoas morreram vítimas de tiros em um centro comercial do Texas (sul).
Vários casos similares aconteceram nos últimos meses em estabelecimentos escolares americanos. Em abril, 32 pessoas morreram no campus da Universidade Virginia Tech.
De acordo com a polícia federal americana (FBI), mais de 1,4 milhão de assassinatos, estupros e assaltos à mão armada foram registrados nos Estados Unidos no ano passado e um crime desta natureza ocorre a cada 22 segundos.
O número vítimas desses casos nos Estados Unidos foi equivalente, no ano passado, ao da população da Estônia.
AFP
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