Cultura
Ministro da Cultura exalta papel de São Vicente e o «contributo decisivo» à gesta Claridosa | Ministro da Cultura exalta papel de São Vicente e o «contributo decisivo» à gesta Claridosa |
| 22-Out-2007 | |
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O ministro da Cultura enalteceu quinta-feira, no Mindelo, o papel da ilha de São Vicente e o seu «contributo decisivo» à gesta Claridosa, o que «honra» Mindelo, o Ministério da Cultura e o país.
Na sessão inaugural das celebrações do Dia da Cultura sob o signo da Claridade, tendo como palco central Mindelo, Manuel Veiga, de «viva voz, publicamente e como ministro da Cultura», como sublinhou, deu conta que São Vicente surpreende pelo seu dinamismo cultural, pela sua criatividade artística, pelo seu contributo decisivo à gesta Claridosa. Com efeito, ajuntou, ninguém duvida que a ilha de São Vicente foi e é um dos «areópagos das luzes» em Cabo Verde, «luz», acrescentou, como a de Nhô Baltas, de Roque Gonçalves, de B. Léza e muitos outras «estrelas inconfundíveis». «Este tributo à geração Claridosa Centenária deve ser também uma homenagem à ilha de São Vicente, um dos faróis culturais de Cabo Verde, um dos santuários do saber e do conhecimento que, da Baía do Porto Grande, outro símbolo, onde o Monte Cara se projecta e irradia para as montanhas, as ribeiras, as achadas, os vales e fajãs de todo o arquipélago», sintetizou. Perante uma plateia de homens e mulheres da cultura, nacionais e estrangeiras, o ministro anunciou, ainda, que em Dezembro, no Porto Novo Santo Antão, depois de Praia, com o Simpósio, e de Mindelo com a celebração do Dia da Cultura sob o signo da Claridade, haverá um terceiro momento de celebrações da homenagem à geração centenária Claridoso, que coincidirá com o centenário de Manuel Lopes, autor do clássico Chuva Braba. Igualmente, o ministro anunciou que o Dia Nacional da Cultura, no próximo ano, será celebrado sob o signo da música e com uma «merecida homenagem» a comunidade musical do arquipélago. Manuel Veiga concluiu a sua comunicação com o que designou «síntese do ideário Claridoso», citando a «faixa melodioso» com que Baltasar Lopes da Silva começa o seu romance «Chiquinho». No acto de abertura intervieram ainda Dora Pires, em representação do Instituto Superior de Educação (ISE), a presidente da Câmara Municipal, Isaura Gomes, e o presidente da Associação dos Escritores Cabo-Verdianos (AEC), Corsino Fortes. O Dia Nacional da Cultura, recorde-se, foi instituído em 2004 por decreto governamental e celebrado pela primeira vez em 2005. A data é uma homenagem ao nascimento do poeta, jornalista, músico e compositor Eugénio Tavares. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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