| Instituto de Investigação e do Património Cultural recupera memória da Cimboa |
| 21-Jun-2007 | |
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O Instituto de Investigação e do Património Cultural (IIPC), em parceria com a Câmara Municipal do Tarrafal, vão desenvolver um projecto de recuperação e preservação da Cimboa, um instrumento musical de Cabo Verde em via de extinção no arquipélago.
Para o efeito, decorre até segunda-feira, 25, no concelho do Tarrafal, uma formação. Numa primeira fase, os formandos vão aprender a construir a Cimboa e, posteriormente, vão assimilar aprender a tocar o instrumento, cujo único mestre vivo é Mano Mendes, natural de Ribeirão Chiqueiro, concelho de São Domingos. Segundo Charles Akibodé, em declarações a RCV, este projecto de preservação e de valorização da Cimboa não se resume ao instrumento em si, como peça da antropologia cultural, mas abraça uma iniciativa mais alargada e mais consequente da promoção da Cultura que se faz em Santiago. De acordo com este técnico ao serviço do IIPC, a salvaguarda da memória da Cimboa resgata, além a técnica do fabrico desse instrumento, a partir de uma abordagem científica do artesanato cabo-verdiano, como o próprio prestígio cultural e social de Mano Mendi. Ausente da música cabo-verdiana contemporânea, há muito tempo que se diz que a Cimboa tem os dias contados. Se vier a desaparecer, o que provavelmente acontecerá se a música actual não lhe der uso, ficará o registo do seu papel enquanto elemento do património imaterial de Cabo Verde, já que um projecto de salvaguarda dessa memória já está em curso. Sobre a origem exacta do instrumento quase nada se sabe, a não ser que veio da África continental. No entanto, alguns estudiosos assinalam a semelhança da Cimboa com instrumentos africanos situados a milhares de quilómetros de distância, entre os quais o “kiki” do povo “Teda-daza”, do “Tibesti” e de “Borku”, o “nini” dos “zaghwa”, o “fini” dos “Kanembu”, e ainda o “Kiki” dos “mabas” da região de Ouaddai. Já em 2001 se falou de um projecto de recuperação e preservação deste instrumento, iniciado pela “PangeiArt”, em parceria com a escola de música Pentagrama, da cidade da Praia, com a colaboração de João Nicolau, que realizou um documentário sobre a Cimboa e seu único construtor vivo, o mestre Mano Mendi. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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