| Cidade Velha Património Mundial é uma reivindicação legítima, diz Pedro Pires |
| 06-Out-2007 | |
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O presidente da República, Pedro Pires, defendeu ontem, que a reivindicação de Cabo Verde em tornar a Cidade Velha em Património Mundial é legítima, histórica e culturalmente suficiente para ser atendida.
Pedro Pires, que falava no encerramento da Conferencia Internacional sobre «Cidade Velha: O Futuro do Passado», considera que a Cidade Velha comporta fragmentos de história, essenciais para a compreensão do mundo moderno, quanto ao Atlântico que serviu, e continua a ser a principal via de comunicação, de contacto e de aproximação entre os povos e civilizações da Europa, África e das América. «Cabo Verde e a Cidade Velha, em particular, facilitaram e serviram de suporte a esse contacto constituindo-se um importante elo de ligação entre os três continentes. Quero querer que poucos sítios nas duas margens deste oceano podem reivindicar um protagonismo maior naquilo que foi o tráfico negreiro», refere. Por estas e outras razões, o presidente da República acredita que reclamar este protagonismo não significa aprovação, mas sim rigor histórico e necessidade de manter viva a memória daquilo que constitui uma das maiores tragédias humanas. Para o ministro da Cultura, Manuel Veiga, apesar de ter caído o pano sobre a conferencia internacional, fica o palco aberto e sempre disponível para acolher e dar corpo às diversas cenas sobre a história, mas também sobre o futuro da história. Neste âmbito, Manuel Veiga enumerou dez pontos que convergem em acções que ganharam ou vão ganhar forma e conteúdo no palco da Cidade Velha. Com esta conferência, realça o ministro, a cabo-verdianidade que é o ouro e o diamante destas ilhas do Atlântico, ficou a brilhar com mais intensidade na galáxia do humanismo sem fronteiras, na constelação das grandes culturas que a humanidade esculpiu, modelou e partilhou. «Os principais parceiros da Cidade Velha, a Espanha e Portugal, têm a obrigação moral de continuar e de aumentar a sementeira para que a colheita nas próximas azáguas possa ser do tamanho do nosso sonho, da grandeza da nossa história e da têmpera do nosso humanismo», disse, acrescentando que o clube dos amigos de Cabo Verde não deve resumir-se a estes dois países, mas também, aos ingleses e aos franceses. De acordo com o ministro da Cultura, Cabo Verde espera do mundo inteiro o reconhecimento do humanismo que as ilhas esculpiram, a partilha do saber, do conhecimento, da técnica, da ética e estética de viver na inclusão e no respeito pela diferença e pela diversidade. A este propósito, reafirmou o compromisso do Governo em trabalhar para defender e preservar a história, de modelar o futuro da Cidade Velha sem hipotecar a cultura e destruir a memória. Manuel Veiga pediu o apoio do «Mundo» para que a candidatura seja um sucesso. Por sua vez, o presidente da Comissão Instaladora do Município da Ribeira Grande de Santiago, José da Veiga confessou o seu orgulho por ser filho da cidade e manifestou a sua disponibilidade em trabalhar para defender os valores patrimoniais da localidade. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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