| Centro Cultural Português apresenta escritor Francisco Moita Flores |
| 08-Out-2007 | |
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A convite do Centro Cultural Português/Instituto Camões, desloca-se a Cabo Verde o escritor e investigador português Francisco Moita Flores, para a realização de um programa a ter lugar na Praia e no Mindelo, entre os dias 8 e 12 de Outubro.
Presença habitual nos ecrãs das televisões portuguesas, o nome de Francisco Moita Flores esteve fortemente associado à investigação criminal em Portugal, área na qual é especialista, investigador e docente universitário. Nos últimos anos, associou a esta actividade à escrita nos domínios da ficção literária e da escrita de argumentos para televisão e cinema, área em que igualmente se tem distinguido, sendo considerado um dos melhores argumentistas portugueses da actualidade, sobretudo na área da ficção histórica, de que é exemplo a série “A Ferreirinha”, recentemente exibida. “A Fúria das Vinhas” (2007), “Em Memória de Albertina, que Deus Haja!” (2004) “Não Há Lugar para Divorciadas” (2003) e “O Carteirista que Fugiu a Tempo” (2001) constituem alguns dos títulos da sua bibliografia que estarão disponíveis para o público da Praia e do Mindelo nas sessões de apresentação e de autógrafos que terão lugar no Auditório do CCP/ICA Praia, no dia 8 de Outubro, às 18.30h e no Pólo no Mindelo, no dia 13 de Outubro, às 16.30h. A área da investigação criminal será objecto de uma conferência aberta ao público que decorrerá no auditório do BCA/Garantia, no dia 12 de Outubro, às 18.30h. QUEM É FRANCISCO MOITA FLORES? Escritor, investigador e actual Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Francisco Moita Flores nasceu em Moura, em 1953, onde estudou até aos quinze anos, tendo continuado os seus estudos em Beja e depois em Lisboa, onde concluiu o bacharelato em Biologia. Em 1977 ingressou na Polícia Judiciária e foi o primeiro classificado no curso de investigação criminal. Até 1990 pertenceu à brigada de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios. Várias vezes louvado, deixou aquela instituição para se dedicar à vida académica, regressando passados dois anos para junto da então Direcção da PJ com a incumbência de proceder aos estudos e avaliações do movimento criminal. É nestas funções de assessoria que participa nos “Casos de Polícia”, programa do canal televisivo SIC que marca uma viragem nas relações entre polícia e a comunicação social. Os 12 anos como agente da Polícia Judiciária, proporcionaram-lhe inúmeras experiências e inspiração para as suas obras de ficção, sendo algumas delas adaptadas para televisão. Possuidor de enorme espírito de trabalho, minucioso e rigoroso, apesar da actividade policial intensa, mantece, em paralelo, a sua formação, licenciando-se em História. Fez o Doutoramento pelo Instituto de História e Teoria das Ideias da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Cursou, depois, Sociologia, especializando-se em Sociologia Urbana, e mais tarde em Criminologia no Instituto de Criminologia da Lausanne e depois na Sorbonne, onde lecciona. Neste momento, prepara o seu Doutoramento em História das Ideias. Desenvolveu, simultaneamente, intensa actividade como escritor, argumentista e ensaísta e a crítica considera-o um dos melhores argumentistas portugueses, constituindo algumas das suas séries marcos de excelência da ficção portuguesa, como foi o caso d’A Ferreirinha. O seu trabalho sobre Antero de Quental foi considerado pela crítica um dos melhores estudos do centenário da morte do poeta filósofo, romancista, e o seu nome está ligado aos projectos da maior qualidade da televisão portuguesa. Várias vezes premiado em Portugal e no estrangeiro, tem alguns dos seus livros traduzidos em inglês, francês e mandarim. Neste momento dirige o Centro de Estudos de Ciências Forenses, enquanto colabora regularmente em vários jornais e revistas nacionais. Desenvolvendo estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa das operações científicas mais impressionantes dos últimos anos. Guiões para cinema e televisão * 1985 - Morte D'Homem * 1996 - Filhos do Vento * 1996 - Polícias * 1999 - Esquadra de Polícia * 2000 - Alves dos Reis * 2000 - A Raia dos Medos * 2000 - Capitão Roby * 2001 - O Processo dos Távoras * 2002 - Lusitana Paixão Obras literárias editadas * Polícias sem História * Filhos do Vento * O Carteirista que Fugiu a Tempo * Não Há Lugar para Divorciadas * Em Memória de Albertina, que Deus Haja! * A Fúria das Vinhas (2007) Comentários (0)
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