| Bana chega esta quinta-feira a Angola para dois shows |
| 05-Jan-2006 | |
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O músico cabo-verdiano Bana chega esta quinta-feira a Angola, onde tem previsto a realização de dois espectáculos nos dias 09 e 10 do corrente mês, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda.
Acompanhado com sua banda constituída por cinco pessoas, Bana voltará, três anos depois a actuar no Kilamba, onde esteve pala última vez em 2002, tendo realizado na ocasião igualmente dois espectáculos. Além dos shows, o artista fará igualmente o lançamento do seu mais recente álbum, bem como procederá à assinatura de autógrafos, actividades agendadas também para o Kilamba. Para os dois espectáculos, Bana interpretará temas do novo disco e outras já conhecidas pelos angolanos amantes do ritmo crioulo, tais como "Nha Dunda" e "Gira Sol". Com a intenção de dar um "cheiro" à angolana nos espectáculos do cabo-verdiano, o Kilamba convidou Patrícia Faria, que terá a missão de mostrar a riqueza e qualidade dos ritmos angolanos. Historial de Bana: Adriano Gonçalves "Bana", nasceu no Mindelo, Ilha de São Vicente, Cabo Verde em 5 de Março de 1932. Oriundo de uma família humilde, ele fazia parte dos adolescentes que sonhavam com novos horizontes, porque na época a ambição de qualquer jovem seria o de um dia poder emigrar e arranjar colocação no estrangeiro. O que Bana desconhecia é que a sua sorte já havia sido lançada ao nascer com o dom de cantar e encantar a todos aqueles que o escutavam. Dono de uma entoação e postura inimitável e inigualável através das suas mornas e coladeiras começaram a demarcá-lo como uma referência. O seu estilo e a sua personalidade dominaram uma época. Nos anos 60 sai pela primeira vez do seu cantinho para uma actuação em Dakar, Senegal, onde começa a somar sucessos através de espectáculos e participações na Rádio. Em 1966, forma um grupo de três elementos composto por: Luís Morais (clarinete); Morgadinho (trompete); e mais tarde Toy de Bibia (guitarra) nascendo assim o tão conhecido Conjunto Voz de Cabo Verde. Pouco tempo depois, de sucesso atrás de sucesso, consumou-se em Rotterdam (Holanda) uma das suas grandes aspirações; designadamente a edição do seu primeiro registo discográfico "Nha Terra e Pensamento" "Pensamento e Segredos", onde os instrumentos acústicos marcam uma era na história da música cabo-verdiana nos Estados Unidos. De retorno a Portugal em 1974, constitui-se um novo grupo no Conjunto Voz de Cabo Verde aumentando em número os seus elementos e os instrumentos até então utilizados. Constata-se então uma explosão e amadurecimento a nível profissional, através das experiências adquiridas. Bana expande-se numa carreira profissional de grande prestígio o que lhe leva a consumar uma nova aspiração, ou seja, o início de uma breve experiência na indústria discográfica portuguesa começando assim a produzir os seus próprios trabalhos discográficos com êxito, adquirindo 38 registos discográficos (CD`s). Entre as gravações discográficas é convidado a participar em filmes que na época estreou em algumas partes da Europa, nomeadamente Holanda, Alemanha, Itália, França, entre outros, culminando assim a sua popularidade. Ao abraçar a fama, Bana teve de carregar nos ombros a responsabilidade de não desiludir o seu povo, a sua terra natal que tanto preza e ama e principalmente os seus fãs que o adoram e o consagraram como rei porque está para nascer quem irá destroná-lo, não só pela sua potente voz; o seu sentimento: a sua garra, mas também pela sua capacidade humana. Capacidade essa que, ao longo do seu percurso artístico, determinou tornar o sonho de muitos conterrâneos em realidade, investindo, apadrinhando e ajudando a formar músicos que actualmente são consagrados tais como: Cesária Évora, Tito Paris, Paulino Vieira e muitos outros que não se tornaram tão conhecidos. Embaixador da música cabo-verdiana, por ser pioneiro em levar a sua melodia aos quatro cantos da Europa e África. Angop
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