| SIDA: Moçambique único país África Austral com aumento casos |
| 21-Nov-2007 | |
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Alguns países da África Sub-Saariana têm vindo, nos últimos anos, a registar melhoras no combate à SIDA, mas vários outros estão em sentido contrário, com destaque para Moçambique, o único da África Austral a aumentar o total de novos casos.
Segundo um relatório preliminar conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Gabinete das Nações Unidas para o Combate ao Vírus HIV (UNAIDS), o «continente negro», abaixo do deserto do Saara, continua a ser o mais afectado do mundo com a epidemia da SIDA. Mais de dois terços (68 por cento) de todos os infectados com o HIV vivem na África Sub-Saariana, onde, em 2007, ocorreram mais de três quartos (76 por cento) de todos os óbitos provocados pela doença. Este ano, segundo o estudo, estima-se que tenha surgido mais de 1,7 milhões de novos casos de infecção, elevando para 22,5 milhões o total de pessoas que vivem contaminadas com o vírus. Por outro lado, e contrariamente à tendência noutras zonas do mundo, a maioria das pessoas contaminadas com vírus HIV em África são mulheres (61 por cento). Dados referentes a 2007 indicam que a sub-região da África Austral é a que se encontra mais afectada, com 35 por cento dos casos nos 49 países a sul do Saara, registando também 32 por cento de novas infecções e de mortes. Nesta sub-região, a prevalência nacional da doença excede os 15 por cento em oito países, designadamente na África do Sul, Botsuana, Lesoto, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabué. Embora haja indícios já claros de que a taxa de prevalência se está a reduzir no Zimbabué, na grande maioria dos restantes países da África Austral a epidemia praticamente estabilizou. No entanto, Moçambique é o único país da sub-região cujos dados referentes a 2006 e 2007 dão conta de um aumento do total de novos casos em relação ao anterior período de vigilância, entre 2001 e 2005. Segundo o estudo, após ter estabilizado o total de novos casos no início do novo milénio, a epidemia começou novamente a aumentar nos últimos anos. A prevalência do vírus HIV entre as mulheres grávidas que vão ao médico no norte de Moçambique é menor (9 por cento), mas no centro e sul do país, essa taxa aumenta para mais do dobro (20 por cento), sobretudo nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala, onde já chegaram a 27 por cento em 2006. Mais optimista é o cenário em Angola, onde a taxa de prevalência, a nível nacional, se reduz a 2,5 por cento, um aumento de um décimo de ponto percentual em relação a 2004 e 2005. O relatório não faz qualquer menção a Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, com as duas organizações a justificarem a ausência por se tratar de um relatório preliminar ou inexistência de dados. No leste de África, a taxa de prevalência de HIV manteve-se igual ou registou um declínio na grande maioria dos países, com o Uganda a registar uma queda significativa nos números, a par do Quénia, onde os comportamentos sexuais estão a mudar para melhor, lê-se no documento. Na África Central e Ocidental, a situação tem-se mantido igualmente estável, embora nalguns Estados, como a Costa do Marfim, Mali e Burkina Faso, a tendência seja para diminuir devido a mudanças de atitude «positivas» face aos comportamentos sexuais. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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