CPLP
São Tomé: ADI afasta acordo com novo governo devido a ministros com "sombra da corrupção nas costas" | São Tomé: ADI afasta acordo com novo governo devido a ministros com "sombra da corrupção nas costas" |
| 21-Nov-2007 | |
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Um dirigente da Aliança Democrática Independente (ADI) justificou hoje que não apoia o novo governo de S. Tomé e Príncipe porque alguns ministros trazem "a sombra da corrupção nas costas".
"Para nós, a remodelação governamental não correspondeu às expectativas. A expectativa era fazer uma remodelação profunda, com gente credível e não foi isso que aconteceu", disse à Agência Lusa Evaristo Carvalho, secretário-geral adjunto da ADI, justificando a retirada do seu partido das negociações que dariam ao executivo a maioria absoluta. A aliança do governo, o Movimento Democrático Força da Mudança/Partido da Convergência Democrática (MDFM/PCP), estava a negociar um acordo de incidência parlamentar com a ADI, que resultaria numa maioria absoluta no Parlamento. Actualmente, a aliança MDFM/PCD dispõe de 23 lugares no Parlamento, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) tem 20, a ADI 12 e o Movimento Novo Rumo um único deputado. No entanto, por discordar da remodelação governamental, a ADI retirou o seu apoio e optou por manter-se na oposição. "Como a solução não nos satisfez, não vamos assumir compromissos com o governo. Vamos continuar a actuar como oposição séria", afirmou Evaristo Carvalho. Para a ADI, teria sido necessário "expurgar figuras contestadas pela oposição, que têm a sombra da corrupção nas costas". Instado pela Lusa a precisar quem são essas figuras, o secretário-geral adjunto da ADI indicou nomes como o de Delfim Neves, ministro das Obras Públicas, e Ovídeo Pequeno, escolhido para novo ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), "entre outros". "O titular das obras públicas é uma figura contestada por toda a oposição e mantém-se no governo. O regresso ao governo de uma figura para a pasta de MNE, sobre a qual pairam dúvidas, é outro dos casos", sublinhou. O novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Ovídio Pequeno, foi envolvido em 2006 numa alegada utilização individa de fundos do Estado doados por Marrocos, sem conhecimento do governo, acusação que entretanto refutou. Quanto a Delfim Neves, tem sido acusado pela ADI de ilegalidades na adjudicação de empreitadas. A remodelação governamental levada a cabo pelo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Tomé Vera Cruz, levou à exoneração de quatro ministros (MNE, Planos e Finanças, Economia e Educação) e criou a secretaria de Estado para a Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, de acordo com a edição electrónica do jornal são-tomense Téla Nón. O novo elenco governativo toma posse na manhã de quinta-feira. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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