| Moçambique controla Cahora Bassa |
| 26-Nov-2007 | |
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A cerimónia do pagamento da verba respeitante à devolução da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), por Portugal a Moçambique, decorre hoje, à porta fechada, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, a principal sala de reuniões da capital moçambicana.
Na ocasião, o Governo moçambicano irá fazer a transferência dos 700 milhões de dólares - 471 milhões de euros - para Portugal, passando a deter 85% da HCB e o Estado português 15%. Moçambique controla, até ser regularizado o pagamento, apenas 18% da barragem, enquanto que Portugal tem o domínio dos restantes 82%. No âmbito do acordo de reversão da HCB assinado a 31 de Outubro de 2006 em Maputo pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, Portugal já recebeu 250 milhões de dólares - 168 milhões de euros, o que totalizará depois da próxima transferência 950 milhões de dólares (640 milhões de euros). Fonte governamental moçambicana garante que vão ainda ser assinados diversos acordos, no âmbito do processo de reversão da HCB. O contrato vai ser rubricado pelos representantes dos dois Estados, da empresa HCB e do consórcio bancário BPI/Calyon, que vai financiar a título de empréstimo a Moçambique os 700 milhões de dólares devidos a Portugal. Cerimónias só terminam terça-feira Para amanhã, está prevista uma mega-cerimónia, no Songo, província de Tete, centro do país, onde está localizado o empreendimento, para testemunhar o fim do processo, que é tido como "a segunda independência de Moçambique". A festa contará com a presença do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, do ministro das Finanças português, Teixeira dos Santos, e de chefes de Estado e de Governo da África Austral: Robert Mugabe, do Zimbabué, Levy Mwanawassa, da Zâmbia, Festus Mogae, Botsuana, a vice-presidente sul-africana, Phumzile Mlambo-Ngcuka, e o primeiro-ministro da Suazilândia, Barnabas Dlamini. SIC - www.sic.pt Comentários (0)
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