| Diariamente, cerca de 50 jovens são assassinados no Brasil, diz estudo |
| 03-Dez-2007 | |
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Pesquisa inédita aponta que quase cinqüenta jovens são assassinados diariamente no Brasil. Usando dados do Ministério da Saúde, o sociólogo Julio Jacobo, do Instituto Sangari, mostra que, para cada cem mil jovens entre 15 e 24 anos de idade, 48,6 são vítimas de homicídio anualmente.
Entre os adultos, o índice é de 25,8. "Nossos homicídios cresceram a uma taxa de 6% ao ano nos últimos 20 anos", informa Jacobo. No Brasil, desde 1995, aconteceram 296.622 mortes de jovens por causas violentas. Até o fim da década de 1970, o número de jovens mortos no trânsito, de 4.373, era maior do que o número de jovens assassinados (3.266). Nas últimas décadas, as mortes no trânsito quase dobraram, passaram de oito mil, mas foram superadas - de longe - pelos homicídios, que chegam perto de 18 mil em um único ano. Somente em 2006, foram 17.163 homicídios de jovens com idades entre 15 e 24 anos. É quase a média anual de mortos na guerra civil que terminou em 2002 em Angola, na África. Em alguns lugares do Brasil o número de jovens assassinados atinge níveis ainda mais alarmantes. Há municípios em que as taxas são até quatro vezes maiores do que a média nacional, que já é considerada extremamente alta. Foz do Iguaçu No mapa da violência, considerando capitais e municípios do interior, a mais alta taxa de homicídios entre jovens aparece em uma cidade do Sul do país. Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai, é uma região apontada pela polícia como eixo do contrabando e tráfico. Em 2006, foram 251,4 mortes para cem mil habitantes. No Recife, capital mais violenta, a reação partiu de um grupo de jovens repórteres policiais, que criou o blog o Pebodycount (www.pebodycount.com.br), em que publicam diariamente o número de assassinados no estado de Pernambuco. No local de cada crime ocorrido, os jornalistas pintam a silhueta de um corpo, em vermelho. São entre 10 e 12 novas marcas todos os dias, das quais 40% representam jovens. "A gente quer mostrar que aquela vida perdida não pode ser esquecida no outro dia", aponta o jornalista Carlos Eduardo Santos, que participa da iniciativa. G1 - http://g1.globo.com Comentários (0)
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