| Brasil deve ter bomba atómica para defender riquezas naturais |
| 19-Nov-2007 | |
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Um general brasileiro advoga que o Brasil deve dotar-se da bomba atómica para defender as suas riquezas naturais, segundo noticia a edição electrónica do jornal espanhol El País, num artigo intitulado «Um alto cargo na defesa brasileira quer a bomba atómica».
As declarações do general do exército José Benedito de Barros Moreira «surpreenderam tanto a opinião pública como o mundo político» brasileiro, salienta o jornal. O El País sugere que a surpresa é ainda maior quanto Barros Moreira é o actual secretário da Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa brasileiro. No entender do general, o Brasil é alvo da cobiça internacional por dispôr de água, energia e alimentos, o que exigiria «pôr trancas à porta». «Necessitamos ter no Brasil a possibilidade futura, se o Estado o entender, de desenvolver um artefacto nuclear, já que não podemos ficar afastados do mundo actual». O jornal espanhol salienta que, apesar de encarregado da estratégia dos meios globais de defesa do Ministério, o general chegou a dizer que o Brasil se poderia retirar do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). Instado por alguns deputados presentes que não esconderam a sua surpresa, o general terá explicado que isso poderia acontecer em dois casos: se um país vizinho do Brasil se dotasse de uma bomba atómica ou se o Estado se sentisse ameaçado. De acordo com o general, hoje, «nenhuma nação se pode sentir completamente segura se não desenvolver tecnologia que lhe permita defender-se quando o necessitar». O futuro afigura-se violento e perigoso, segundo o general, para quem «os sinais de eventuais conflitos entre os nossos vizinhos já deveriam ter sido acaptados pelo Ministério da Defesa». Por seu lado, o ministro Jobim defende a necessidade da construção de um submarino de propulsão nuclear - mas não da bomba atómica - para defender o petróleo. «Não o defenderemos adequadamente só com navios de superfície», acrescentou o ministro que entende que os novos poços de petróleo encontrados no país agudizam a necessidade de não encerrar o ciclo de enriquecimento de urânio para a construção de propulsores para a Marinha e para a energia eléctrica. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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