Cabo Verde
Trabalhadores da ex-EMPA ameaçam com manifestação contra Governo | Trabalhadores da ex-EMPA ameaçam com manifestação contra Governo |
| 28-Out-2007 | |
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Os trabalhadores da ex-EMPA ameaçam com manifestação, caso o Governo, não sentar-se à mesa para discutir o cumprimento do acordo relativo ao complemento da indemnização que ficou pendente dos resultados da alienação dos bens patrimoniais da empresa.
Depois de terem enviado uma carta à ministra das Finanças, Cristina Duarte e ao primeiro-ministro, José Maria Neves, solicitando um encontro para se analisar a situação, o presidente do SISCAP, Julião Varela, um dos sindicatos representado na comissão representativa dos trabalhadores, disse estar «apreensivo face ao silêncio do Governo» em relação ao pedido da reunião. «É que presumindo que a EMPA era capaz de honrar todos os compromissos com os trabalhadores, apenas com base no seu património, acordara-se o pagamento do montante de 1.422 mil contos, aguardando o pagamento do remanescente de cerca de 650 mil contos no término do processo de alienação dos bens da empresa», explicou, Julião Varela. O presidente do SISCAP disse que de acordo com as informações obtidas junto da Unidade de Coordenação de Projectos, que liderou o processo de alienação dos bens da ex-EMPA, pelas contas apresentadas, o Governo já está em condições de cumprir o acordo. Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços, STCS, o outro sindicato representado na Comissão, criticou o Executivo, salientado que esta situação tem provocado «stress e impaciência» dos 586 trabalhadores da ex-EMPA. Os dois sindicatos disseram que estão a aguardar uma reacção do Governo «tão breve possível e antes da aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2008» a fim encerrar o processo, acabando com a «penúria de muito trabalhadores que já não têm como viver e outros que estão com projectos a meio e sem recursos para os terminar». Os sindicatos exigem, igualmente, que o Governo esclareça o caso dos terrenos de Paraguai e do património que a EMPA tinha na CV Telecom, além dos edifícios nos diversos concelhos do país que ficaram sobre a reserva do Estado. «A impaciência dos trabalhadores é tanta que pode levar a uma explosão a qualquer momento, ou seja estão prontos para saírem à rua em todas as ilhas», admitiram os representantes sindicais. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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