Cabo Verde
Pedro Pires considera que não é tempo de desactivar a FAO | Pedro Pires considera que não é tempo de desactivar a FAO |
| 20-Nov-2007 | |
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O Presidente da República, Pedro Pires, disse hoje, em Roma (Itáli) que não é tempo de pensar na ´desactivação´ da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), uma vez que ela mantém-se como uma instituição essencial para a materialização de certos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, com os quais a comunidade internacional está altamente comprometida".
O chefe de Estado cabo-verdiano, que falava na conferência especial sobre Florestas e Energia, organizada pela FAO, considerou que, face às tendências altistas do mercado das matérias-primas agrícolas, a segurança alimentar e o direito à alimentação pelas populações mais pobres do planeta são "prioridades incontornáveis da agenda internacional". Neste sentido, ele manifestou a sua preocupação face a uma eventual ‘desactivação’ da FAO, tendo em conta o papel que essa agência especializada da ONU desempenha, nomeadamente, na garantia da segurança alimentar. Pedro Pires recordou que, até recentemente, as grandes preocupações eram a desertificação, a reflorestação e a erradicação da fome e da pobreza. Agora, conforme disse, "a crise energética e a busca de saídas e alternativas para a sua superação tendem a dominar a agenda internacional, a influenciar a definição de prioridades e urgências quanto ao nosso futuro próximo". Para o presidente cabo-verdiano, a produção de biocombustível pode ser "uma nova oportunidade para a agricultura e silvicultura" de África, desde que a sua produção "não concorra com a produção agrícola para alimentação humana», não ponha em causa «a segurança alimentar para todos» e nem contribua para a «destruição das florestas primárias». Sublinhando que a produção de biocombustíveis pode ser uma solução, desde que seja feito «com as devidas precauções sociais e ambientais", Pedro Pires recordou que, no continente africano, "a segurança alimentar, a par do acesso à água potável e ao saneamento básico", são objectivos prioritários, agora e no futuro». No entanto, o chefe de Estado cabo-verdiano é de opinião que, com o recursos a alternativas tecnológicas, as vastas áreas do continente africano que não são utilizadas para a produção de alimentos, podem viabilizar a cultura de espécies adaptadas a esses climas para a produção de biocombustíveis. «Evitava-se assim que terrenos apropriados para a produção de alimentos fossem ocupados e transformados em extensas monoculturas de espécies destinadas à produção do etanol ou do biodiesel», precisou. Pedro Pires considera ser também "indispensável o ordenamento das ricas bacias hidrográficas africanas, importante meio de integração económica», sublinhando, igualmente, «a importância do desenvolvimento de infra-estruturas hidro-agrícolas, acompanhados pela formação dos agricultores, pela modernização das práticas e tecnologias agrícolas e pelo aumento da produtividade e da segurança da produção», de modo a oferecer alternativas de «prosperidade e dignidade ao continente". Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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