Cabo Verde
País não está preparado para aproveitar as oportunidades do mundo globalizado, diz MpD | País não está preparado para aproveitar as oportunidades do mundo globalizado, diz MpD |
| 26-Nov-2007 | |
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O líder parlamentar do MpD (oposição), José Ulisses Correia e Silva, considerou hoje que o país não está preparado para aproveitar as oportunidades derivadas do desafio de um mundo globalizado.
Correia e Silva falava no Parlamento, durante a discussão sobre a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2008. No entendimento daquele deputado do MpD, este OE e as medidas que o Governo vem tomando, confirmam que há um grande desfasamento entre as oportunidades que se colocam a Cabo Verde e aquilo que se deve fazer para as aproveitar e reter de forma sustentada. Para o líder parlamentar do maior partido da oposição cabo-verdiana, o desemprego que atinge particularmente os jovens, o elevado nível de pobreza, que atinge 37 por cento da população, e as elevadas desigualdades a nível das famílias e das regiões, aumentam os excluídos do processo de crescimento económico e tendem a afectar o ambiente económico e empresarial, se, segundo ele, não houver inversão rápida da degradação que se assiste. Ulisses Correia e Silva acusa ainda o Governo de, segundo ele, se ter colocado mais numa posição de «manipulador de expectativas» e de «executor de marketing» recorrendo, segundo ele, bastas vezes à «publicidade enganosa», em detrimento de um posicionamento de reformista e implementador eficaz de políticas públicas. O Grupo Parlamentar do MpD entende que o país precisa de estabilidade e competitividade fiscal, de melhorar ambiente de negócios, de uma boa qualidade de regulação e de mercados, de reduzir os custos de contexto e aumentar a produtividade. Ulisses Correia e Silva indicou ainda que Cabo Verde precisa igualmente de uma orientação no sector do Turismo, de assumir o turismo de facto como um sector exportador, para o tornar mais competitivo. Conforme o líder parlamentar do MpD, Cabo Verde necessita igualmente de mais água e energia e de uma empresa aérea de bandeira competitiva. De acordo com Correia e Silva, a proposta de OE 2008 que aumenta as despesas correntes primárias em 15 por cento e atingem 20 por cento do PIB. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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