EUA projetam exportações de Cabo Verde para o país
14-Dez-2007
A representante adjunta do Comércio dos Estados Unidos, Florie Liser, garantiu nesta sexta-feira na Cidade da Praia que Cabo Verde poderá no futuro exportar para o país norte-americano produtos como sal, calçado ou até produtos resultantes de pequenas indústrias, como óculos.
O exemplo foi hoje dado pela responsável depois de um encontro com o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.
Florie Liser lembrou também que existe nos Estados Unidos uma grande comunidade cabo-verdiana, "que pode desempenhar um papel fundamental na criação de joint-venture" entre os dois países, principalmente através de uma organização recentemente criada e que junta cabo-verdianos radicados nos EUA.
Atualmente, as exportações de Cabo Verde para os Estados Unidos são praticamente inexistentes, disse Florie Liser, acrescentando que o governo norte-americano poderá ajudar em termos de assistência técnica ou na isenção de taxas de alguns produtos. "A nossa contribuição será trabalhar com Cabo Verde na ajuda da capacidade produtiva", afirmou.
Depois, acrescentou, Cabo Verde pode aproveitar mais do programa AGOA (African Growth and Opportunity- Crescimento e Oportunidade de África), e reforçar o setor dos serviços e dos transportes ou a criação de pequenas e médias empresas, através da próxima entrada para a Organização Mundial do Comércio (OMC, no dia 18).
Florie Liser visita Cabo Verde até sábado e discutiu com as autoridades da Cidade da Praia o apoio norte-americano na adesão de Cabo Verde à OMC, a graduação de país de rendimento médio, a partir de janeiro, ou através do programa de ajuda norte-americana Millennium Challenge Account (MCA).
Florie Liser é a negociadora chefe de acordos comerciais com os países africanos e de assuntos relacionados com a OMC.
Num encontro com empresários, a responsável do governo de Washington sugeriu que Cabo Verde apresente no âmbito do projeto AGOA pelo menos três produtos para o mercado norte-americano.
"Apesar de poucos recursos naturais e uma fraca capacidade produtiva estamos à espera de que Cabo Verde apresente esses três produtos para podermos ajudá-lo a desenvolver as suas capacidades produtivas nessas áreas", disse.
A AGOA existe desde 2000 e destina-se a incentivar países africanos que se esforçam na abertura das economias e criação de mercados livres. Beneficia apenas países que estão a fazer um progresso contínuo rumo a uma economia de mercado, estado de direito, comércio livre, políticas econômicas para diminuir a pobreza e proteção dos direitos dos trabalhadores.
Na África, 37 países, incluindo Cabo Verde, estão na lista de possíveis credores dos benefícios econômicos e comerciais no quadro do programa AGOA.
Agência Lusa - www.lusa.pt
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