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ONU pede apoio internacional para um novo esforço de paz para a Somália
18-Dez-2007
A ONU solicitou hoje o apoio da comunidade internacional para o lançamento de um novo esforço para criar um verdadeiro Governo de unidade na Somália e para o desdobramento de uma força militar africana maior, com o propósito de terminar com o longo conflito que devasta o país.
O enviado especial da ONU para a Somália, Ahmedou Ould-Abdallah, assegurou em um discurso no Conselho de Segurança que só um compromisso internacional pode colocar fim ao "interminável sofrimento do povo somali".
"Se o atual padrão de violência interna e desatenção externa for mantido, as conseqüências serão catastróficas para a paz na região, para a imagem e a reputação da ONU e, sobretudo, para os sofridos civis somalis", advertiu.
Cerca de três milhões de somalis fugiram de seu país e outro milhão são deslocados internos durante os 17 anos de conflito interno, nos quais clãs, grupos armados e forças estrangeiras se enfrentam pelo controle do país.
Esta situação, disse Abdallah, somente pode ser enfrentada mediante uma ofensiva política renovada, direcionada a criar um verdadeiro Governo de união nacional em Mogadíscio, que inclua o atual Executivo de transição e seus opositores.
Para consegui-lo, apostou em reuniões discretas em países próximos à Somália, com a participação de figuras da diáspora somali.
Paralelamente, pediu um reforço da débil missão de paz da União Africana (Amison), no qual a vizinha "Arábia Saudita deve ser convidada a desempenhar um papel protagonista".
Abdallah considerou que, se for necessário, um ou dois membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deveriam estar prontos para proporcionar apoio à missão encarregada de estabilizar a nação.
O enviado advertiu que deixar as coisas seguirem da mesma forma ou retirar toda a presença internacional do país teriam conseqüências piores, porque os "senhores da guerra, ativistas e suas milícias privadas perpetuaram a violência e o caos para benefício próprio".
A proposta de Abdallah não conseguiu convencer alguns membros do Conselho que, como a África do Sul, prefeririam que uma missão de paz da ONU substituísse as poucas tropas da UA desdobradas em território somali.
No entanto, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou em seu último relatório sobre a Somália em novembro que a possibilidade de deslocar capacetes azuis para Mogadíscio não era "realista".
EFE
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