| Unamid, uma força de paz tardia, porém vital para a crise em Darfur |
| 01-Ago-2007 | |
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A força de paz para Darfur, autorizada na terça-feira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, será a resposta tardia, mas vital da comunidade internacional a uma catástrofe humanitária de grande expressão nesta província a oeste do Sudão.
A força híbrida das Nações Unidas e da União Africana (UA) se chamará Unamid, será composta por 26.000 homens, entre militares e policiais, e consistirá na missão de paz mais importante do mundo. A Unamid chegará à região no início de 2008, cerca de cinco anos depois do início do conflito em Darfur entre a etnia africana minoritária dessa região e dos militares do governo árabe sudanês. Entretanto, segundo um oficial britânico, os soldados poderiam começar a atuar antes de 1o. de outubro. A guerra em Darfur já causou, desde fevereiro de 2003, cerca de 200.000 mortos e mais de 2,1 milhões de refugiados, em uma população de seis milhões de pessoas, segundo dados da ONU que são contestados pelo governo do Sudão. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, chegou a qualificar a situação em Darfur como o maior desastre humanitário em curso no planeta. Depois de anos de pressão ocidental, o Sudão acabou por aceitar o envio de forças de paz à Darfur, apesar desta estar integrada por militares africanos. A resolução foi modificada de acordo com as petições de Cartum, que temia que a Unamid pudesse recorrer ilimitadamente à força, devido ao capítulo VII da ONU. "Achamos que se trata de um passo positivo", declarou o embaixador do Sudão na Grã-Bretanha, Omer Siddig. O Sudão reiterou aos emissários internacionais que considera impossível solucionar o conflito de Darfur através das armas, apesar de ter tentado isso no início do conflito, armando os milicianos "janjawids" de descendência árabe contra os rebeldes africanos. O governo de Cartum já declarou estar disposto a negociar com os rebeldes de Darfur, que não firmaram o acordo de paz em 2006 e se fragmentaram em vários grupos armados. Estes foram convidados pela ONU e UA a se reunir em Arusha (Tanzânia), de 3 a 5 de agosto. A ONU e a UA, assim como a comunidade internacional, estão convencidas de que a força de paz é só um elemento de uma solução geral para Darfur, razão pela qual é prioritário um entendimento entre governo e rebeldes. A experiência da força africana de 7.000 homens, estabelecidos em Darfur desde 2003, que deve passar a responsabilidade da Unamid, é a prova de que a situação não se poder estabilizar sem uma solução política. A violência também dificulta as ações humanitárias. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) denunciou recentemente um aumento dos ataques contra veículos de provisão. AFP Comentários (0)
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